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Gestão da Chapa Ética e Compromisso Social
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Durante muitos anos o CRP-05 foi gerenciado por plenários que levaram à
desmobilização e descrença da categoria na instituição; foram gestões
problemáticas na condução de suas tarefas de orientação e fiscalização
da profissão, e extremamente danosas para a Psicologia no Rio de
Janeiro e no seu relacionamento com o Sistema Conselhos. Os aspectos
centrais destas gestões são bem claros: clientelismo na relação com a
categoria - na pior tradição de uma politicagem demagógica, o arrivismo
de personalidades e grupos, o personalismo na condução dos trabalhos de
direção do Conselho, o uso da máquina do CRP para fins que não atendiam
aos interesses da categoria como um todo, tudo isso articulado com
crescentes irregularidades administrativas e financeiras.
Em março
de 2003, cansados das irregularidades que se acumulavam, os psicólogos
do Rio de Janeiro, numa Assembléia Geral, destituíram o X Plenário. Com
o CRP05 acéfalo, o CFP nomeou uma Comissão Gestora, que iniciou um
trabalho de reorganização e de superação das irregularidades. Este
trabalho foi continuado em 2004 pelo XI Plenário, que assumiu o CRP05
em setembro após a eleição da Chapa Ética e Compromisso Social.
Após 4 anos podemos dizer que conseguimos elevar o CRP-05 à condição de
respeitabilidade política e de gestão junto ao Sistema Conselhos de
Psicologia, mas principalmente reatamos os laços com a categoria do Rio
de Janeiro, que estavam esgarçados por gestões irresponsáveis. Podemos
dizer também que após estes 4 anos de gestão séria e responsável, a
categoria está vacinada contra cantos de sereias corporativistas, que
apresentam o Conselho como agencia de empregos. O Conselho intervém no
mercado de trabalho qualificando a profissão, fiscalizando seu
exercício, para que os usuários do serviço de psicologia sejam
atendidos com técnicas e práticas reconhecidas pela Ciência e pela
Profissão, e eticamente qualificadas. Ou seja: seguindo a Lei 5766, de
1971, que criou o Sistema Conselhos de Psicologia e determinou suas
finalidades: orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício
profissional, zelar pela fiel observância dos princípios da ética
profissional e contribuir para o avanço da Psicologia como Ciência e
Profissão. As parcerias com instituições como os Sindicatos,
Associações de Classes e outros Conselhos Profissionais também
representam o fortalecimento da categoria em suas exigências de
melhores condições trabalhistas e ampliação da inserção do profissional
psicólogo. Compreendemos, no entanto, que há muito por realizar.
Deste modo, nos colocamos à disposição da categoria para darmos
continuidade ao trabalho iniciado.
Defendemos, como princípios, uma ética de democratização das decisões,
transparência no uso dos recursos da autarquia, compromisso com
práticas solidárias, inclusivas e de respeito às singularidades,
participação nos movimentos sociais, e rigorosa observância dos
direitos humanos.
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